Proposta: Mobilidade Jovem

Na última Assembleia Municipal, na passada sexta-feira, Tiago Carrão, Presidente da JSD Tomar e deputado municipal, apresentou a proposta “Mobilidade Jovem”, aprovada por unanimidade.

A proposta apresentada tem como objetivo implementar uma estratégia de mobilidade de jovens, que permita criar condições para que os jovens tomarenses tenham a oportunidade de regressar a Tomar após a conclusão do ensino superior e também facilitar a sua entrada no mercado laboral local e regional.

Tomar tem assim de promover estratégias que não só contrariem este êxodo, mas que também facilitem o retorno daqueles que se deslocaram para fora do nosso concelho.

Temos vindo a assistir ao longo dos últimos anos a uma quebra da população de Tomar, em especial de jovens, à semelhança da maioria dos concelhos das regiões do interior do nosso país. A tendência é a migração para zonas do litoral e grandes metrópoles mais desenvolvidas e, urge por isso, a implementação de medidas para minimizar e combater este flagelo.

Tomar tem assim de promover estratégias que não só contrariem este êxodo, mas que também facilitem o retorno daqueles que, por motivos académicos e profissionais, se deslocaram para fora do nosso concelho.

A proposta engloba três fases:

Fase 1: Centro de apoio ao jovem estudante

O objetivo desta primeira fase é a criação de um gabinete municipal, composto por técnicos da autarquia, que, em conjunto com as escolas secundárias e profissionais do concelho, monitorizam a saída dos estudantes destas instituições, registam o seu percurso académico, recolhem os dados relativos à escolha de curso superior, a duração do curso e índices de emprego a nível local e regional. Através deste estudo, teremos a informação necessária para otimizar as fases seguintes desta proposta.

Fase 2: Protocolos estágio-emprego

A segunda fase consiste na realização de protocolos entre a câmara municipal, os agentes de desenvolvimento económico em Tomar e na região, como as empresas, a NERSANT e o Instituto Politécnico de Tomar, a fim de proporcionar estágios aos jovens tomarenses, que têm assim a possibilidade de regressar ao seu concelho. Esta fase serve três propósitos: oferece aos jovens que optaram por estudar fora de Tomar a oportunidade de regressar à sua terra para estagiar e, findo o estágio, a possibilidade de conseguir emprego; as empresas e organizações aderentes terão acesso a mão de obra altamente qualificada e motivada; por último, e objetivo desta proposta, ajuda a minimizar os efeitos de desertificação a nível concelhio.

Fase 3: Criação de uma rede

Por último, a terceira fase, resulta da compilação das métricas da fase 1, com os protocolos da fase 2, dando origem a uma rede que faz a ligação entre os estudantes, recém-licenciados, o gabinete municipal e os agentes económicos locais e regionais.

O objetivo desta rede é aproximar a juventude tomarense, que está a estudar ou à procura do primeiro emprego, do tecido empresarial, fomentando o desenvolvimento demográfico e económico do nosso concelho.

Esta rede para além da componente física, no gabinete municipal da fase 1, terá a sua principal implementação através de uma rede online, com a criação de um portal que permitirá estreitar ligações entre os jovens e as entidades empregadoras.

A aprovação e adoção desta proposta serão certamente factor diferenciador de Tomar, dando um contributo significativo para a fixação de jovens no concelho, e consequente diminuição do êxodo de massa crítica.

Por último, o gabinete municipal terá ainda a responsabilidade de organizar eventos que promovam a interação entre todos, tais como feiras de emprego e encontros entre jovens, mentores e empregadores.

A aprovação e adoção desta proposta serão certamente factor diferenciador de Tomar, dando um contributo significativo para a fixação de jovens no concelho, e consequente diminuição do êxodo de massa crítica.

Tiago Carrão

Um olhar local sobre o investimento jovem: bloqueio ou fomento?

Atualmente o desemprego jovem afeta centenas de milhares de jovens em toda a Europa, o que terá impacto no nosso país e naturalmente no nosso concelho. Assumindo este problema como um verdadeiro flagelo social, a nossa atuação deverá centrar-se em dois pólos: i) contrariar as suas causas; ii) minimizar os seus efeitos. São comummente conhecidas as preocupações governamentais a este respeito, que se materializam num extenso leque de medidas de incentivo e de alteração do rumo das coisas, no entanto, não devemos rejeitar que esse processo conheça uma delimitação local, que numa lógica indutiva nos levará certamente a bons resultados.

Neste artigo, procuraremos refletir sobre este problema, em termos locais, fazendo uma critica construtiva, apresentando soluções que permitam tornar esta cidade no centro económico de outrora, atraindo empregos e criando condições para fixar os jovens no indicativo 2300. Para que este objetivo seja cumprido não podemos ignorar a irreverência e a criatividade dos jovens, que aliados à vontade de mudar e melhorar a realidade existente, certamente nos permitirão tornar a nossa cidade como um verdadeiro case study no que toca à promoção e incremento do emprego, em especial do emprego jovem.

Nós, os jovens, somos o futuro do nosso concelho, do nosso país, da Europa e, se alguns apregoam um futuro perdido, envolvendo as suas inseguranças num rótulo de geração à rasca, outros apenas pretendem demonstrar que a geração mais qualificada e melhor preparada não é efetivamente uma geração perdida.

Os agentes políticos não devem considerar-se agregadores de todas as virtudes, mas antes devem procurar extrair o melhor de cada um de nós, já que com um pouco de cada um, se concretizará um concelho melhor. Inerente a essa ideia encontra-se precisamente o fenómeno do investimento jovem e da sua potencialização, evitando que as pesadas burocracias existentes sejam vistas como elemento castrador das maiores virtudes da juventude, mas antes fixando-se num nível ótimo, que permita extrair todas as vantagens.

Nós, os jovens, somos o futuro do nosso concelho, do nosso país, da nossa Europa e, se alguns apregoam um futuro perdido, envolvendo as suas inseguranças num rótulo de geração à rasca, outros apenas pretendem demonstrar que a geração mais qualificada e melhor preparada não é efetivamente uma geração perdida. Assim, Tomar deve ser capaz de atrair os jovens que aqui se formam, quer em termos pessoais, quer em termos profissionais, não se vaticinando enquanto mera estância de fim de semana. Os jovens de hoje sabem que não vão ter um emprego para a vida e não ambicionam receber apoios sociais ad eternum. A nossa geração apenas quer as oportunidades merecidas, permitindo-lhe demonstrar as suas capacidades, exercendo as suas competências e melhorando a sua vida e a vivência em comunidade.

Na nossa visão, há que responsabilizar os agentes políticos locais que nos governam e têm governado. No entanto, do passado apenas devemos retirar aprendizagens, guardando o que de bom foi feito e aprendendo com as decisões menos corretas. Reconhecendo as dificuldades financeiras do Município, a JSD Tomar considera que ainda assim existe uma margem de ação,
que não exige elevados investimentos. Numa primeira fase terá sempre que ser uma mudança de atitude, uma mudança moral, pois só desse modo os posteriores incentivos se traduzirão nos resultados ambicionados, rejeitando liminarmente toda a lógica da subsidiodependência. Numa segunda fase: i) o incremento e incentivos à contratação jovem; ii) simplificação do empreendorismo e do investimento jovem; iii) atuação concertada com as entidades bancárias de modo a facilitar o acesso ao crédito; iv) criação de um extenso leque de benefícios fiscais; v) contratação pública autárquica cumprindo com vetores secundários como são o emprego e a promoção da juventude; vi) articulação mais estreita com o IPT, aumentando a taxa de empregabilidade desse estabelecimento universitário, o que a curto prazo se repercutirá num aumento da procura deste estabelecimento de ensino. Todas essas medidas deverão ser complementadas com medidas de fixação populacional, como por exemplo: i) Promoção de um programa de habitação jovem, que permita que os jovens se possam fixar na nossa cidade a custos bastante mais reduzidos, atraindo desse modo pessoas e capitais; ii) Intenso programa de incentivos à natalidade, regenerando a pirâmide etária tomarense.

Existe portanto a necessidade de um programa de empregabilidade e especialmente de empregabilidade jovem, com uma dimensão proporcional à gravidade que caracteriza esta problemática, quer no âmbito do emprego, quer quanto à abertura dos mercados ao investimento jovem. Os jovens fazem falta às cidades e concelhos, e nisso Tomar não é exceção, pelo que os agentes políticos devem permitir e potenciar esse objetivo, quer investindo e patrocinando essas medidas, quer não impossibilitando a fixação de estruturas empresariais na nossa cidade.

A JSD preocupa-se com os jovens e a JSD TOMAR assume como uma marca da sua atuação o patrocínio de medidas e programas deste cariz

Como é sabido a Administração Pública quer-se eficiente e desburocratizada, pautando a sua atuação por esses ditames, sendo que mediante essa forma de atuação, exigimos um executivo camarário bastante mais preocupado com os jovens, não se limitando à atribuição de meros apoios sociais, mas antes permitindo que estes agarrem as suas oportunidades e cumpram os seus objetivos e os seus sonhos.

A JSD preocupa-se com os jovens e a JSD TOMAR assume como uma marca da sua atuação o patrocínio de medidas e programas deste cariz, pois só assim se garante um futuro melhor e mais sustentável para o nosso concelho e para o nosso país. Este será um dos marcos da atuação da JSD, assumindo uma postura positiva e construtiva, já que só dessa forma garantiremos o sucesso da nossa atuação.

António Bonet Vieira

Afonso Brito

Dia da Criança

A JSD Tomar assinalou o dia da criança com a realização de uma atividade em colaboração com o jardim de infância Raúl Lopes.

A iniciativa consistiu num momento recreativo envolvendo as crianças da creche, com pinturas e muita diversão.

A JSD Tomar considera que, as crianças enquanto garante do futuro devem ser alvo de atenção redobrada nas políticas de ação social e educativa.

Apelamos por isso aos agentes políticos, em particular locais, para que contemplem na sua ação medidas promotoras não só do desenvolvimento infantil, mas também da natalidade, um assunto cada vez mais na ordem do dia.

Tiago Carrão