Rumo ao futuro ou regresso ao passado?

Faltam menos de duas semanas para as eleições legislativas, determinantes no traçar do caminho que o nosso país vai percorrer nos próximos 4 anos. Rumo ao futuro ou regresso ao passado, esta é a escolha que os portugueses têm pela frente no próximo dia 4 de outubro.

Regresso ao passado, é de facto a promessa de António Costa e do Partido Socialista para a governação de Portugal. Dia após dia, António Costa prossegue a sua propaganda de falsas promessas e mentiras, sem se aperceber que os portugueses querem e merecem mais!

O início da caminhada de António Costa fez-se com uma facada nas costas de António José Seguro e, como diz o povo, “o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita”.

A partir daí, ao longo dos últimos meses com tendência a agravar-se nas últimas semanas, temos assistido a uma sucessão de devaneios, a começar com a colagem a Tsipras e às opções da Grécia, para mais tarde reconhecer que Portugal está numa situação diferente e que o Syriza não é exemplo a seguir.

Incapaz de reconhecer o que de bom está a acontecer em Portugal, o Partido Socialista teima em esquecer ou distorcer todos os resultados positivos que temos alcançado, negando os dados oficiais de um crescimento de 1,5% da nossa economia ou a criação de 230 mil novos empregos desde o início de 2013. Qual é a credibilidade de quem assume esta postura?

Isto para não falar nas declarações que António Costa fez recentemente aos portugueses, anunciando que se a coligação vencer as eleições legislativas, irá votar contra o Orçamento de Estado, um orçamento que desconhece! Se isto não é chantagem, não sei o que será. Qual é a credibilidade de quem toma estas posições?

O nosso país, o governo e os portugueses precisam (merecem!) estabilidade. No entanto, António Costa continua a insistir em se mostrar indisponível para chegar a um acordo para a reforma da segurança social. Como se não bastasse, ainda está bastante fresco na nossa memória a incapacidade de António Costa em responder no debate na rádio onde vai cortar mil milhões de euros em prestações sociais.

Queremos mesmo um Primeiro-Ministro que não está aberto ao diálogo e ao compromisso? Queremos mesmo um Primeiro-Ministro que nem as suas próprias contas consegue explicar?

Não é o que quero para o meu país, não é o que oiço os portugueses quererem para o nosso país.

Estas eleições legislativas são a oportunidade de julgar quem fez bem por Portugal e quem não o fez, quem em 2011 levou o nosso país a uma situação de bancarrota, sem dinheiro para pagar salários e pensões, e quem, após 4 anos de muito esforço de todos nós, conseguiu colocar Portugal no caminho certo, de crescimento e de recuperação.

Por outro lado, com a coligação Portugal à Frente, com Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, temos a opção de continuar o caminho que tem sido traçado nos últimos 4 anos, temos a opção de rumar ao futuro.

Se hoje temos a possibilidade de sonhar mais alto, se hoje podemos ambicionar um país melhor, se hoje Portugal pode mais é devido ao esforço e sacrifício de todos nós e da determinação do governo PSD-CDS que conseguiu, pela primeira vez na nossa história democrática, concluir uma legislatura de uma exigência extraordinária, a tarefa de reerguer Portugal!

Foi enorme o esforço de recuperação de Portugal e, apesar de ainda termos um longo caminho a percorrer, estamos no rumo certo e os resultados comprovam-no: a economia portuguesa a crescer 1,5%; a inversão da tendência decrescente na natalidade, com 2015 a registar mais 1500 nascimentos; a emissão de dívida com juros negativos, pela primeira vez na história; a confiança dos portugueses a atingir máximos de 2002; as exportações que cresceram 9% face ao ano passado, representando mais de 40% do PIB.

Tudo isto sem esquecer as pessoas e quem mais precisa: a taxa de desemprego caiu para 11,9%, o valor mais baixo desde 2010; na saúde o preço dos genéricos reduziu para metade, mais 646 mil utentes têm médico de família e 6 milhões de portugueses estão hoje isentos; na educação o abandono escolar desceu de 28% para 17%.

A coligação Portugal à Frente é a garantia de que não voltaremos a depender de intervenções externas, é a garantia de uma governação responsável e credível, de um crescimento sustentado e de um país mais justo e equilibrado.

Estas eleições legislativas são a oportunidade de julgar quem fez bem por Portugal e quem não o fez, quem em 2011 levou o nosso país a uma situação de bancarrota, sem dinheiro para pagar salários e pensões, e quem, após 4 anos de muito esforço de todos nós, conseguiu colocar Portugal no caminho certo, de crescimento e de recuperação.

Estas eleições legislativas são, acima de tudo, a escolha entre a responsabilidade e a credibilidade ou a instabilidade e a insegurança. São a escolha entre o rumo ao futuro ou o regresso ao passado. Estou certo que os portugueses saberão tomar a decisão certa.

Tiago Carrão
Presidente da JSD Tomar

JSD e JP visitam o Sporting Clube de Tomar

A Juventude Social Democrata e a Juventude Popular de Tomar uniram-se numa visita às instalações do Sporting Clube de Tomar e reunião com o Presidente da Direção, Ricardo Cardoso.

Esta ação de proximidade teve como principais objetivos conhecer a situação atual do SCT e perceber de que forma, enquanto jovens, podemos apoiar este clube centenário.

O Sporting de Tomar é hoje referência desportiva a nível nacional em várias modalidades, desde o hóquei, onde é uma presença assídua nos principais escalões, ao judo, ténis de mesa e patinagem, entre outras, contando mais de 300 atletas sob o seu emblema.

No entanto, à semelhança da maioria das associações e clubes do nosso concelho, o Sporting Clube de Tomar enfrenta hoje dificuldades de âmbito financeiro mas também de mobilização da população, em particular dos jovens.

No panorama financeiro é gritante a falta de adequação do apoio do Município à realidade e atividade do clube. Por outro lado, preocupa-nos a falta de envolvência dos jovens nesta causa que pode afetar o futuro do SCT.

Assim, a JSD e a JP assumem o compromisso de, não só divulgar a atividade do clube mas também colaborar ativamente com o Sporting de Tomar, motivo pelo qual tomámos a iniciativa de promover a angariação de sócios, desde logo com a nossa inscrição.

Marcelo Rebelo Sousa nas II Jornadas da Juventude da JSD Tomar

Após o sucesso da primeira edição das Jornadas da Juventude, a JSD de Tomar congratula-se em anunciar a realização da segunda edição, mantendo o critério de excelência e a diversidade temática das intervenções a efetuar pelos oradores convidados.

Assim, estão já confirmadas as presenças de ilustres personalidades das mais distintas áreas de atividade, de âmbito nacional. Teremos connosco o prestigiado Prof. Marcelo Rebelo Sousa, o deputado Duarte Marques e Sílvia Costa, gestora de marca da PALADIN, que irão abordar temas centrados no futuro dos jovens e do nosso país.

À semelhança do ano anterior, esta iniciativa irá decorrer no Instituto Politécnico de Tomar, mais propriamente no Auditório 0106 (Dr. Júlio das Neves).

As entradas são livres e abertas ao público, e por isso estão todos convidados a assistirem e a participarem nesta sessão.

Com a realização de mais um evento desta importância, a JSD de Tomar assume-se, cada vez mais, como uma referência enquanto juventude ativa, dinâmica e participativa, tanto a nível local como regional, mostrando estar atenta às necessidades, preocupações e desafios dos cidadãos em geral, e particularmente dos jovens.

Plano Municipal de Juventude

Na última sessão da Assembleia Municipal de Tomar tive oportunidade de intervir no período destinado ao público, onde apresentei a proposta “Plano Municipal de Juventude”.

O período destinado à intervenção do público é de extrema importância, pois permite ao cidadão sem assento na Assembleia Municipal, realizar críticas, sejam elas positivas ou negativas, apresentar ideias e propostas.

Considero que a Juventude deve ser uma das prioridades do Município de Tomar. Como tal, na Assembleia Municipal, no período destinado à intervenção do público, solicitei intervir, defendendo a implementação de um Plano Municipal de Juventude (PMJ), plano este que tem como grande objetivo definir a estratégia do nosso Município em relação à Juventude.

Os Planos Municipais de Juventude são um projeto inovador em Portugal que pretende definir uma política global para a Juventude, envolvendo os jovens nas políticas locais de Juventude.

Os Planos Municipais de Juventude passam por um processo de auscultação de diversas entidades e sectores da autarquia, a fim de proceder ao diagnóstico da ação municipal e não municipal, em matéria de Juventude.

O PMJ pretende responder, em primeira instância, à fragmentação da oferta no sector da Juventude através da definição de uma estratégia global para a Juventude de Tomar, que seja participada, transversal e integrada, envolvendo todas as partes interessadas no sector, indo ao encontro das expectativas, necessidades e anseios dos jovens, ao longo do seu ciclo de vida, criando um verdadeiro compromisso de Tomar com os Jovens.

Demonstrei ainda toda a minha disponibilidade para contribuir no que for necessário para que o PMJ seja uma realidade em Tomar.

A Juventude tem de ser uma prioridade!

Rui Samuel Gomes
Vice-Presidente da JSD Tomar

Assembleia Municipal: o Concelho ou o Partido?

Na passada quinta-feira, dia 30 de abril, realizou-se uma reunião da Assembleia Municipal de Tomar. E, desta vez, não podia deixar de partilhar publicamente a minha visão sobre esta sessão da Assembleia, onde os interesses político-partidiários se sobrepuseram aos do nosso concelho e da população.

Como vem sendo hábito ao longo deste mandato, apresentei nesta Assembleia Municipal duas propostas que julgo serem de grande importância para Tomar e para a Juventude:

i) Jovem Autarca: este projeto é uma inovação a nível nacional, que promove a participação democrática dos jovens, através da eleição de um(a) jovem autarca, entre os seus pares, que assumirá uma posição ativa nas decisões políticas do concelho, desempenhando o papel de porta-voz dos jovens. Um projeto de Juventude e participação democrática, que começa a dar frutos no concelho de Santa Maria da Feira (http://goo.gl/mF9tT8 e http://goo.gl/1DS2Da);

ii) Rede Concelhia de Percursos Pedestres: os percursos pedestres são uma atividade física com cada vez mais procura, inseridos numa perspetiva de desporto para todos, mas também uma oportunidade turística para Tomar. A elaboração de uma rede de percursos pedestres possibilitará a articulação, regulamentação e homologação dos percursos no nosso concelho, potenciando Tomar como destino turístico de excelência no setor.

O conteúdo integral das propostas pode ser consultado em jsdtomar.pt.

Estas propostas foram enviadas 36 horas antes da realização desta reunião. Noutras circunstâncias, esta não seria uma informação relevante. Mas é.

Os grupos municipais do Partido Socialista (PS) e da Coligação Democrática Unitária (CDU) tomaram a decisão de votar contra todas as propostas apresentadas pelo Partido Social Democrata (PSD Tomar), por estas não serem entregues atempadamente, incluíndo as propostas da minha autoria que, como referi, chegaram aos serviços 36 horas antes.

Chamei a atenção para esse facto e para a importância das matérias em questão, em particular a proposta “Jovem Autarca”, mas a coligação PS – CDU manteve-se irredutível na sua posição, inviabilizando um projeto democrático inovador, num momento em que temos números recorde de abstenção, especialmente junto das camadas mais jovens.

Choca-me especialmente quando o eleito da Juventude Socialista (JS), enquanto dito defensor dos jovens do nosso concelho, permite que questões meramente político-partidiárias se sobreponham aos verdadeiros interesses da Juventude. Incomoda-me também quando um dos eleitos da CDU vem rotular a proposta “Jovem Autarca” como hipocrisia, demonstrando que à CDU o futuro que lhe interessa não conta com os jovens nem com a participação democrática, como já se tinha visto anteriormente em relação às propostas de apoio à natalidade e de fixação jovem.

A JSD Tomar continua a demonstrar porque é a melhor e mais dinâmica juventude partidária em Tomar. Esta postura é um dos principais desígnios da JSD, que ao longo deste mandato se tem assumido como uma referência autárquica na produção de propostas sérias e inovadoras. Enquanto uns agem como força de bloqueio, para a JSD, acima de tudo, está a Juventude. Acima de tudo, Tomar.

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Tiago Carrão
Presidente JSD Tomar

Quando “quem está mal (não) se muda”‏

Ser (de) Tomar é ser-se Nabantino, Pato Bravo, Templário ou Tomarense! É ser historia, é ser orgulho, é ser-se Português.

Em tempos difíceis como os em que vivemos, é sempre bom relembrar quem somos, de onde vimos e, se possível, sonhar  para onde vamos. 

Ora, morar em 2300 não paga as contas, mas ajuda a encarar as dificuldades com esperança e ambição de tornar este belo concelho em algo melhor.

 Já perdemos a indústria, já perdemos os empregos e até a juventude (infelizmente o tempo não volta atrás) … mas ainda existem pessoas por quem lutar. Pessoas essas que não abandonam a sua cidade berço e tentam todos os dias, através do seu trabalho e do seu querer, contornar as diversas vicissitudes que caracterizam os territórios de baixa densidade populacional, dando vida ao adormecido Ribatejo, cujo desenvolvimento tem sido alvo de censura.

Mas de problemas estamos nós fartos. Porque não avivar a memória para o que de bom tem este pedaço de terra e para o porquê de ainda valer a pena acreditar.

Na cidade do Nabão, habita Gente especial, Gente que se fez diferente do que é ser gente.   Gente que prefere Tomar um café no “Paraíso”, que gira o olhar em torno da Roda (do Mouchão), que transmite luz como a Janela (do Capítulo), que pratica futebol com União (de Tomar), que esconde segredos (como o do Gualdim Pais), que festeja o Espírito Santo enchendo as ruas de flores e transportando tabuleiros, com um esforço heróico para com o seu burgo.

Partilhamos o mesmo solo que outrora foi pisado por grandes individualidades, tais como, Lopes Graça, Mendes Godinho, General Fernando de Oliveira, Nini Ferreira entre outros.

Temos uma Mata com 7 montes e diferentes Sopas em Congresso. Temos monumentos de culturas díspares, desde o Judeu ao Templário.

Estamos não só no centro de Portugal, mas também no topo do mundo, pelo menos no que à beleza diz respeito. Tamanha beleza cativa turistas, estrangeiros e nacionais e enche de orgulho todos os seus habitantes.

Apaixonamos tudo e todos não só pela música das nossas fantásticas filarmónicas, mas também sabemos ser bons amantes roubando a respiração com um delicioso “beija-me depressa” e muitos outros prazeres gastronómicos que nos aguçam o paladar.

Nesta resenha assinalam-se muitas das coisas boas que o nosso Concelho tem, mas desengane-se o leitor ao achar que tudo é bom em Tomar. No entanto a questão que se deve colocar é: Vale a pena lamentarmo-nos dos aspectos menos bons, quando temos tanta coisa boa para colmatar?

Foquemos as nossas atenções, não exclusivamente nos problemas, mas sim nas alegrias que a vida proporciona, alegrias essas que na maioria das situações não comportam qualquer esforço financeiro. Todos nascemos felizes, mas é na maneira como encaramos a vida que (a) vamos perdendo ou não a felicidade.

É o meu orgulho em ser Nabantino, partilhado certamente com o leitor deste texto, que me leva a usar este espaço para fazer alguns pedidos àqueles que hoje assumem os desígnios executivos do nosso Concelho (tenho alguma dificuldade em identificar o efectivo Presidente de Câmara).

Cuidem da minha (nossa) cidade! 

Não a deixem pior do que a encontraram; acrescentem, não destruam o nosso valor.

Afonso Brito
Vogal da JSD Tomar

Tomar, que futuro?

Atualmente Tomar tem uma das taxas de Natalidade Brutas mais reduzidas do país, situando-se nos 5,5%, quando a Média Nacional é de 7,9%. Se olharmos para um dos outros principais Indicadores Demográficos, o Índice de Envelhecimento, Tomar fica uma vez mais, mal vista, uma vez que regista um Índice de Envelhecimento de 196% quando a Média Nacional está fixada nos 128%.

Ou seja, a população de Tomar tende a diminuir. Há cada vez mais população envelhecida e cada vez menos jovens.

A pergunta que se coloca, é se Tomar tem futuro, questão esta que se levanta após uma análise rápida e simples de alguns dados demográficos acerca do concelho de Tomar.

Ora vejamos, atualmente Tomar tem 40.315 habitantes, mas se nada for alterado, em 2025 prevê-se que Tomar tenha cerca de 38.700, ou seja, em apenas 10 anos, Tomar perderá cerca de 1.600 habitantes, mas se quisermos ir um pouco mais longe, para nos apercebermos melhor da realidade que aqui trago, em 2050 Tomar terá cerca de 34.650 habitantes, cerca de 5.665 habitantes a menos, comparativamente à atualidade, o que representa uma redução de 14% da população em apenas 35 anos.

Atualmente, cerca de 27% da população de Tomar tem mais de 65 anos, mas em 2025 será 31% da população a ter esta idade.

Olhemos agora para a população mais jovem. Atualmente cerca de 11,5 % da população tomarense tem entre os 0 e os 14 anos, porém daqui a 10 anos, em 2025, apenas 9,5% da população tomarense terá uma idade compreendida entre os 0 e os 14 anos de idade. Já em 2050, apenas 6% da população tomarense terá idade compreendida entre os 0 e os 14 anos, contra os 44% de população com mais de 65 anos prevista neste mesmo ano.

O que será de Tomar daqui a 10 anos com menos 1.600 habitantes ou daqui a 35 anos com menos 5.665?

Pode ser questionado o facto de que 2025 ou 2050 serem, ainda, um horizonte temporal muito longínquo, mas infelizmente não é verdade, pois os anos passam depressa e existe uma enorme dificuldade em inverter tendências. Vive-se assim uma grande necessidade em encontrar soluções, que, depois de aprovadas, têm de ser colocadas em prática.

O que será de Tomar daqui a 10 anos com menos 1.600 habitantes ou daqui a 35 anos com menos 5.665?
No meu entender deveria haver uma forte aposta nos jovens tomarenses, pois são o futuro do nosso concelho, do nosso país, nunca esquecendo as restantes faixas etárias, porque todos têm a sua importância.

A questão que se coloca é a seguinte: o que é que está a ser feito por parte do município para inverter esta tendência? Qual a estratégia existente? Nada!

É urgente fazer algo e muito tem de ser feito. Contudo, é necessário começar por algum lado.

Numa primeira fase seria importante a criação de mecanismos para garantir que os jovens cá permaneçam, tais como a redução e/ou isenção de taxas de construção/licenciamento para primeira habitação própria e/ou redução ou isenção de taxas de IMI durante um período de tempo considerável, como a atração de investimento e a consequente criação de emprego para que estes cá possam permanecer.

Numa segunda fase criar condições para que aqueles que outrora saíram do nosso concelho possam voltar. Já foi apresentada uma proposta, pela bancada do PSD na Assembleia Municipal, denominada “Mobilidade Jovem”, que visava esse mesmo fim, e que, apesar de aprovada, ainda não foi colocada em ação pela Câmara Municipal.

Felizmente que os vereadores do PSD apresentaram já em sede de executivo uma proposta para redução da taxa de IMI em função do número de dependentes, tendo em conta a Lei do Orçamento do Estado para 2015. Neste caso, prevê-se que os municípios possam, mediante deliberação da Assembleia Municipal, reduzir a taxa de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) a aplicar aos seus munícipes consoante o número de dependentes a cargo, o que, a ser aprovada, será um incentivo à Natalidade.

Finalmente e numa terceira fase, é urgente a criação de um Plano Municipal da Juventude para o nosso Concelho. Os Planos Municipais da Juventude são um novo tipo de projeto inovador em Portugal que pretende definir uma Política global para a Juventude em diferentes Concelhos, envolvendo os jovens nas políticas locais de Juventude.

No meu entender deveria haver uma forte aposta nos jovens tomarenses, pois são o futuro do nosso concelho, do nosso país, nunca esquecendo as restantes faixas etárias, porque todos têm a sua importância.

Acredito que podemos fazer mais e melhor, pois, como já alguém disse, Tomar merece…

*Fonte de dados: PORDATA ; INE 2013

Rui Samuel Gomes
Vice-Presidente da JSD Tomar

“Carta Social do Concelho de Tomar” e “Tomar + Oportunidades”

No dia 25 de fevereiro realizou-se mais uma sessão ordinária da Assembleia Municipal de Tomar, onde tive oportunidade de apresentar duas propostas: “Carta Social do Concelho de Tomar” e “Tomar + Oportunidades”.

É para mim motivo de orgulho, enquanto jovem autarca e presidente da JSD Tomar, constatar que num total de 5 propostas levadas a votação, 2 propostas foram produzidas pela JSD e defendem temas tão importantes, quanto a ação social e o emprego.

A primeira proposta, “Carta Social do Concelho de Tomar”, consiste precisamente na elaboração de uma Carta Social para o nosso concelho. A Carta Social é um documento que analisa o território concelhio face às várias  valências de ação social e aponta caminhos orientadores para a atuação no terreno, bem como metas programáticas e temporais, em relação à necessidade de novos equipamentos, reformulação dos existentes, atribuição de apoios ou introdução de respostas inexistentes no concelho.

Esta proposta faz ainda mais sentido num concelho como Tomar, riquíssimo em instituições de solidariedade social, entre as quais lares, centros de dia, creches, Santa Casa da Misericórdia, Centro de Assistência Social de Tomar, Cáritas, Cruz Vermelha, CIRE e Centro de Apoio à Família.

Esta rede formal e informal de instituições que existe na nossa comunidade permite colmatar lacunas sociais e intervir, de uma forma eficaz e célere, assumindo um papel preponderante no apoio às famílias tomarenses na atual conjuntura económico-social que atravessamos.

A segunda proposta apresentada, “Tomar + Oportunidades”, tem como objetivo a implementação de um programa de “oportunidades”, através de estágios de verão, para os jovens tomarenses, que frequentam o ensino superior, contactarem com o tecido empresarial local durante o período de férias escolares.

Este programa pretende estabelecer uma dinâmica que rejuvenesça os recursos das empresas locais, contribuindo para o seu desenvolvimento sustentado e inovação, através da massa crítica jovem do nosso concelho.

Desta forma, aos jovens tomarenses é dada uma oportunidade de enriquecimento nas suas áreas de formação, complementando o seu percurso académico. As empresas por outro lado, têm aqui a oportunidade de aproveitar o know how e a experiência adquiridos ao longo da formação superior dos jovens, fortalecendo os seus quadros e abrindo portas à inovação.

Ambas as propostas, que estão disponíveis no website da JSD Tomar (www.jsdtomar.pt), foram motivo de um extenso debate, resultando na sua aprovação por maioria.

Agora, ficamos a aguardar que o Município leve estas propostas a cabo.

Tiago Carrão
Presidente da JSD Tomar

Proposta: Tomar + Oportunidades

O Grupo Municipal do PSD propõe a implementação do programa “Tomar + Oportunidades”.

Este programa consiste na criação de “oportunidades”, através de estágios de verão, para os jovens tomarenses, que frequentam o ensino superior, contactarem com o tecido empresarial local durante o período de férias escolares.

Esta proposta estimula vectores importantes do nosso concelho, nomeadamente os jovens, as empresas e, consequentemente, Tomar.

O objetivo deste programa é estabelecer uma dinâmica que rejuvenesça os recursos das empresas locais, contribuindo para o seu desenvolvimento sustentado e inovação, através da massa crítica jovem do nosso concelho.

Desta forma, aos jovens tomarenses é dada a oportunidade de um estágio de verão, complementar do seu percurso académico, que serve como forma de enriquecimento nas suas áreas de formação.

As empresas por outro lado, têm aqui a oportunidade de aproveitar o know how e a experiência adquiridos ao longo da formação superior dos jovens, fortalecendo os seus quadros e abrindo portas à inovação.

Ganham os jovens, ganham as empresas, ganha Tomar!

Tiago Carrão
Presidente da JSD Tomar

Carta aberta à “dona disto tudo”

DSC_0011-1É com bastante orgulho e genuína felicidade que vejo implementado no meu concelho aquela que é a maior e mais atual demonstração de democracia participativa, o Orçamento Participativo.

No entanto não podemos deixar de lhe fazer um sincero pedido, a si e ao restante executivo: não avoquem os louros e sucesso de tal programa, (i) quer porque, estando perante um instrumento de democracia participativa, esses deverão ser entregues sim a todos os munícipes que criaram e submeteram a votação os seus projetos, (ii) quer porque, em termos gerais, estamos perante um instrumento recorrente pelo nosso Portugal fora, e em termos particulares, já tinha sido aprovado na Assembleia Municipal de Tomar em 2012.

Ora, posto isto, o regulamento/programa seguido foi o espelho do que vem sendo feito, não lhe conferindo nenhuma especificidade e inovações, ou por outras palavras, nenhum efetivo incremento de valor… pelo que não se pode dizer/fazer acreditar que a implementação deste Orçamento participativo se deve ao atual executivo camarário, antes se deve às pessoas!

Mas com esta carta, não pretendo apenas alerta-la, sob pena de estar verdadeiramente a tentar ensinar a missa ao padre, mas antes pelo contrário, pretendo dar-lhe uma outra visão desta matéria, de forma a que o Regulamento do Orçamento Participativo para 2016 traga novidades e inovações que fomentem ainda mais a participação cívica e popular. Naturalmente que os 5.150 votos válidos, são uma óptima demonstração do interesse popular, mas podemos ir sempre mais longe. 

Compreendemos todas as vantagens do recurso a um instrumento como o Orçamento Participativo, no entanto não podemos ignorar os riscos inerentes à falta de transparência e viciação de resultados. Desse modo, penso que no próximo Orçamento Participativo deveria ser incluído um “sub” Orçamento, o que significa dizer que parte do montante disponibilizado pelo Orçamento da Câmara Municipal de Tomar para a implementação do Orçamento Participativo deveria ser alocado a diferentes temáticas/projetos, em especial à juventude. Estaríamos a criar um verdadeiro Orçamento Participativo Jovem.

Evidentemente que todos os projetos e iniciativas são de louvar e merecem todo o respeito, no entanto não podemos ignorar que os Jovens de hoje são os Homens de amanhã, pelo que não poderão ser esquecidos, antes pelo contrário. Assim potenciando os projetos criados e promovidos por Jovens, estaríamos simultaneamente (i) a fomentar o empreendedorismo de todos aqueles que pretendam colocar as suas ideias/projetos a votação e (ii) a promover a participação cívica dos seus pares, que se sentiriam mais atraídos e motivados por projetos que lhes dissessem diretamente respeito.

A JSD Tomar reconhece a necessidade de potenciar as ideias/projetos dos jovens tomarenses, considerando o incremento de valor dessas iniciativas para o Município. Assim, colocamo-nos à disposição para colaborar numa regulamentação nesses termos, bem como para o desenvolvimento de projeto similar, convidando todas os representantes das juventudes partidárias e associações juvenis a fazerem o mesmo, pois só assim estaremos a defender a Juventude Tomarense.

António Bonet Vieira

Vice-Presidente da JSD Tomar