Prazo Médio de Pagamento

Foram conhecidos os novos dados relativos ao “Prazo médio de pagamentos a fornecedores”: O Município de Tomar é hoje o 5º Município do país que mais tempo demora a pagar as suas dívidas, fixando-se atualmente esse prazo em 634 dias, ou seja, o Município de Tomar demora em média mais de 1 ano e meio a pagar as suas dividas..

Se a tão apregoada “Mudança” se referia a um aumento de mais de 400% no indicador “Prazo médio de pagamentos a fornecedores” (o prazo médio passou de 153 para 634 dias), então a projectada destruição do Município de Tomar está, passados cerca de 4 anos, finalmente cumprida.

Acrescentando a este indicador, um outro, também conhecido recentemente, relativo à “Transparência dos Municípios”, compreendemos finalmente o significado da tão badalada “Mudança”: foi/é uma “Mudança”, mas claramente para pior!

Representação Portuguesa ao mais alto nível

Portugal, um país pequeno, o 109º maior em termos de área, o 86º em termos populacionais e 46º maior PIB nominal do mundo. Mas isto não impediu desde cedo de partir à aventura e à descoberta de terras e caminhos desconhecidos, dando outros mundos ao mundo e dando início a tão famosa globalização. Talvez seja isso, que ainda hoje esteja presente em nós, esse espírito de sacrifício, como disse Pessoa “Ó mar salgado, quanto do teu sal/São lágrimas de Portugal!/Por te cruzarmos, quantas mães choraram,/Quantos filhos em vão rezaram!”. Possivelmente é este sofrimento e resiliência que faz dos portugueses um povo forte e lutador, e apesar da sua dimensão, com representantes ao mais alto nível em diferentes áreas.

Olhando para a diplomacia europeia e mundial facilmente descobrimos exemplos como Durão Barroso que foi líder de uma Europa em profunda crise, ou Jorge Sampaio, que foi Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações e Enviado Especial do Secretário-Geral da ONU para a Luta Contra a Tuberculose.

Em breve teremos um português na posição mais alta da diplomacia mundial, como Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, organização da qual fazem parte 193 países e dois observadores e que tem como principal objetivo a promoção da paz no mundo. Trata-se de António Guterres, uma figura simples, com grande sucesso e rigor académico, que tem ocupado a sua vida recente na ajuda ao próximo. Entre 2005 e 2015, ocupou o cargo de Alto Comissário das Nações Unidas para os refugiados, onde trabalhou com uma equipa de cerca de dez mil pessoas em 125 países. Teve, ainda, a oportunidade de reformar a estrutura desta mesma organização aumentando a eficácia e a capacidade de resposta de emergência através de cortes na sua sede em Genebra – através da sua ação, o gabinete pelo qual foi responsável, triplicou a sua atividade.

Tudo isto levou a que por unanimidade, por aclamação, o Conselho de Segurança da Organizações das Nações Unidas propusesse o nome de António Guterres para o mais alto cargo da diplomacia mundial, mostrando assim que candidaturas de última hora apoiadas por grandes figuras nem sempre resultam. Agora, apenas falta a última fase, a eleição perante o órgão máximo da ONU, a sua assembleia, que certamente respeitará a indicação do conselho de segurança, ficando nós com a certeza que quem ficou a ganhar com isto foi o mundo e a sua segurança.

Os próximos anos não serão fáceis. Conseguirá o novo SG melhorar as relações entre os Estados Unidos e a Rússia? E que fará relativamente à Coreia do Norte e ao perigo que este país representa para o mundo? A guerra na Síria, a relação Israelo-árabe e a crise dos refugiados do médio-oriente são outros grandes problemas a que Guterres e a sua equipa terão de dar resposta. Apesar de todas as adversidades, estou certo de que António Guterres estará à altura do desafio.

Vivam os portugueses!

Ricardo Carlos

Secretário-Geral da JSD Tomar

*redigido a 9 de Outubro de 2016

ConvExit

 

É com algum espanto que assisto a um fenómeno recorrente no que ao turismo nabantino diz respeito.

A reconhecida e frequente azáfama de transportes públicos (e também privados) que se regista no convento, refletem-se através dos números que registam esse mesmo fluxo de visitantes. Sendo que, desta forma, há que reconhecer o Convento de Cristo como o quarto monumento mais visitado de Portugal, com cerca de 254 mil entradas só no ano passado, superando até monumentos como o Mosteiro de Alcobaça e o Panteão Nacional.
A realidade é que esta “corrente” de visitas tem ainda tendência para aumentar, segundo certos estudos da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), demonstrando que, nos últimos 5 anos, o monumento templário aumentou para cerca de 64% o número de entradas vendidas, o que reflete, á partida, um saudável índice turístico para o concelho.

Contudo, é com um certo espanto que assisto a esse mesmo fator positivo, uma vez que não encontro, a meu parecer, qualquer “ponte” que ligue este monumento ao restante turismo urbano da cidade. Sendo que, o grande movimento envolvente do Convento não se transmite para a cidade de Tomar que, desta forma, acaba por perder um pouco do seu verdadeiro realce.
A complexidade de movimentos envolvendo a avenida Dr. Vieira Guimarães, nasce e morre nessa mesma subida, a maioria dos 254mil visitantes, conhece o Convento sem nunca chegar a ver o nabão.

Quase como um “ConvExit”, parecendo que esse símbolo templário se quer afastar da restante cidade em termos de turismo.

Esse “afastamento” deve ser refletido por parte da população mas, principalmente, pelas entidades competentes, sendo necessário compreender que cabe a todos nós, Nabantinos, tentar promover e procurar criar uma maior expansão do espaço turístico da cidade.

A cidade templária é dona de tremendos encantos e fascínios que facilmente captam a atenção de qualquer turista e com o enfraquecimento do fulgor fabril de outros tempos, é no turismo que o comércio da cidade encontra refúgio.

Através de protocolos ou de melhor articulação de transportes públicos, seria possível absorver melhor esse turismo e distribuir as suas vantagens por todo o concelho e não apenas no convento de Cristo.

 

Afonso Valente de Brito

Vice-presidente da JSD Tomar

Educação: Preconceito ou Qualidade?

Muito se tem falado nas últimas semanas sobre o sistema de Educação em Portugal, ensino público versus privado, e a cessação de contratos de associação que asseguram um ensino de qualidade a milhares de alunos em todo o país.

Apesar de não ser uma especialista em matéria de Educação, tenho muito mais perguntas do que respostas acerca deste assunto.

Porque tenho a certeza do seguinte, e aproveito para citar o professor e defensor acérrimo da meritocracia e responsabilidade, José António Salcedo, “Considero inadmissível que seja o Estado a determinar que alunos vão para cada escola. Como considero inadmissível que seja o Estado a determinar que professores vão para cada Escola. Como considero inadmissível que o Estado venha progressivamente a cortar a liberdade e a responsabilidade sob as quais as escolas funcionam.”.

Logo à partida, condeno as confusões geradas à volta da importância da escola pública, em detrimento da escola privada e de todo o preconceito “anti-privado” com que a Esquerda tenta manipular a opinião pública.

Porque a missão do Estado é, como indica o artigo 43º da Constituição, assegurar a educação de todos os alunos durante o período de ensino obrigatório, seja através de escolas públicas, privadas ou mistas, garantindo a sua liberdade de escolha para aprender.

Não é o que acontece, no ensino público não há uma verdadeira liberdade de escolha. É preciso ter a morada “certa” para entrar na Escola Pública “certa”. E, onde a qualidade não estiver assegurada pelo ensino público, há que permitir a opção pelo ensino privado, independentemente da capacidade financeira da família do aluno.

Isto leva-nos à divisão que interessa (seja à esquerda ou à direita): Boas e Más Escolas. Bons e Maus Professores. Que existem tanto no ensino estatal como no privado.

Por isso, importa falar de como podemos construir uma rede ensino de qualidade. Independentemente da sua natureza pública ou privada. Aprender e replicar as boas práticas e corrigir as más.

Enquanto isto o Governo vai tomando posições, baseadas em demagogias e em números soltos, que só prejudicam seriamente os alunos e os pais. Todos nós, inclusive quem decide, beneficiaríamos se existissem estudos rigorosos e quantitativos dos custos e benefícios associados aos vários tipos de financiamento, que trouxessem à discussão pública um debate inteligente sobre como construir uma rede nacional de ensino de qualidade, inclusiva e de referência.

Cabe-nos a nós, estruturas partidárias, e sociedade civil chamar à discussão todos os intervenientes e responsáveis por este tema e exigir a mudança para um paradigma mais transparente e coerente na Educação em Portugal.

Na Política ou na nossa vida pessoal, a ignorância não é uma virtude!”

Quem o disse foi o Presidente dos EUA, Barack Obama, no passado dia 15 de Maio no discurso dirigido aos finalistas de 2016 na Escola Rutgers, na Universidade Estatal de New Jersey, sobre o comportamento desajustado de alguns políticos em plena campanha presidencial, que se dirigem ao eleitorado falando de matérias que desconhecem.

Ou seja, ao que estamos habituados: as Não-Verdades. Mas não é isso que quero para Tomar. Não é isso que quero para Portugal. E, com certeza, não é essa educação que quero para as novas gerações.

O pensamento crítico nunca foi tão importante como agora.

É, por isso, fundamental que hajam decisões responsáveis baseadas em informação mais credível e isenta de influências, comportamentos e opções políticas mais adequadas para um eleitorado cada vez mais informado e mais exigente!

Recuso-me a aceitar menos que isso.

Catarina Ferreira
Vice-Presidente JSD Tomar

36º Congresso Nacional do PSD

Decorreu no passado Fim de Semana em Espinho, entre os dias 1 e 3 de Abril o 36º Congresso Nacional do Partido Social Democrata. A Juventude Social Democrata de Tomar fez-se representar pelo seu Presidente da Comissão Politica, Rui Samuel Gomes e pelo seu Presidente da Mesa do Plenário Concelhio, Tiago Carrão.

O Congresso foi um momento de reflexão e debate sobre o futuro do Partido e do País, culminando na eleição dos Órgãos Nacionais.

Rui Samuel Gomes eleito Presidente da JSD de Tomar

 

 

No passado sábado, dia 20, decorreram eleições para eleger a nova constituição da Comissão Politica, como, também, da Mesa do Plenário Concelhio da JSD de Tomar. A candidatura “Continuar a Construir o Futuro da Juventude” tem como grande objectivo continuar o bom trabalho de elevação da estrutura, que até aqui tem sido realizado. Considera-se, fundamental, aproximar a JSD dos jovens em geral, como também, aproximar a JSD dos seus militantes.

Os próximos dois anos serão de grande exigência no que diz respeito ao combate político. Ciente dessa responsabilidade, a presente candidatura procura juntar em seu torno os militantes mais capazes e melhor preparados que possuí, nunca esquecendo o empenho e dedicação que estes têm tido ao longo dos últimos anos; e obter o mais abrangente e completo plano de actividades, de forma a fazer frente às exigências que se impõem no dia-a-dia.

A este acto eleitoral apresentou-se apenas uma única lista corrente: “ Continuar a Construir o Futuro da Juventude”, constituída por:

 

Comissão Politica

Presidente – Rui Samuel Martins de Alferes Gomes         

Secretário-Geral – Ricardo Jorge Martins Carlos

Vice- Presidente – António Pedro Bonet Vieira

Vice- Presidente – Catarina Isabel da Silva Ferreira

Vice- Presidente – Afonso José Valente de Brito

Vogal – Rui Jorge Fernandes Godinho

Vogal – Guilherme Franco Grácio

Vogal – Simão Pedro Costa Rodrigues

Vogal – Filipe Daniel Lopes Barnabé

Vogal – Hugo da Silva Reis

Vogal – Duarte Miguel Santos Joaquim

Vogal – Daniel Graça Sousa

Vogal – Ana Carolina dos Santos Marques

Suplente – Emanuel André de Oliveira Felisberto

Suplente – João Miguel dos Santos Carvalheiro

Suplente  – André Filipe Nunes Oliveira

Suplente  – Bruna Alexandra Matias da Silva

­Suplente  – Nuno Gonçalo Pereira da Silva

Suplente – Gabriel Ângelo  Santos Bonet

Suplente – Rodrigo Daniel Nunes Carrão

Suplente – João Afonso da Silva Narciso

 

Mesa Plenário Concelhio

Presidente  – Tiago Manuel H. Carrão     

Vice-presidente – Guilherme Nuno Madeira e Silva

Secretária – Sara Margarida C. de Oliveira

Suplente – Vânia Patrícia Rufino de Sousa

Suplente – Andreia Filipa Silvério Bernardo

 

JSD do Médio Tejo reúne pela primeira vez

As Comissões Políticas da Juventude Social Democrata dos concelhos pertencentes à Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) realizaram uma reunião de trabalho inédita, em Ferreira do Zêzere.

O desenvolvimento da nossa região (…) deve assentar numa estratégia de cooperação em rede com vista à coesão territorial e ao desenvolvimento integrado do Médio Tejo

O principal objetivo desta reunião foi a articulação destas concelhias, de forma a definir uma estratégia comum para a toda a região, tendo em consideração um diagnóstico do território e dos seus elementos distintivos, bem como uma caracterização da situação atual do Médio Tejo.

O desenvolvimento da nossa região, composta por 13 municípios e que abrange mais de 247 mil habitantes, deve assentar numa estratégia de cooperação em rede, com vista à coesão territorial e ao desenvolvimento integrado do Médio Tejo.

Da reunião resultou um plano de ação, composto por atividades de âmbito regional e propostas a apresentar na Assembleia da CIMT que acreditamos que podem beneficiar toda a população do Médio Tejo, e em particular a juventude.

Dar sangue por uma causa

Escrevo hoje este artigo não sobre política, mas pela importância da solidariedade na vida das pessoas.

A vida é preciosa e só nos lembramos da sua importância raras vezes ou em situações difíceis da nossa saúde ou de alguém próximo.

Dar sangue é uma realidade que todos conhecemos e todos nós sabemos de alguém que já o fez. Raros são os casos que se arrependem ou se sentem maltratados. Podemos pensar ao ouvir outros dizer que não custa e que é uma sensação óptima em ajudar o próximo que se trata apenas de um cliché e uma tentativa por parte dos dadores de convencerem os potenciais participantes a inscreverem-se nas colheitas de sangue quando a maioria pensa com (quase) certezas de vai correr mal.

Eu fiz a minha primeira dádiva no início deste ano no âmbito de uma iniciativa da JSD Tomar integrada numa campanha de colheita de sangue realizada pelo Hospital de Tomar (CHMT) e pensei muitas vezes que o podia e devia ter feito mais cedo mas fiz quando me senti preparado e devidamente informado, e digo a quem não o fez até agora que pode fazê-lo quando achar que é a altura certa pois o importante é dar sangue. Todos temos receios e dúvidas mas para ultrapassá-los e esclarecer qualquer questão existem profissionais muito competentes e compreensivos para qualquer voluntário e potencial dador de sangue.

Os profissionais que nos recebem têm competências teóricas e práticas na área da saúde, compreendem as pessoas e zelam pela nossa saúde, por isso merecem a nossa confiança. 

A minha primeira dádiva foi simples, rápida e sem quaisquer complicações ou dramas.

É comum as pessoas sentirem uma certa tranquilidade e bem-estar após dar sangue pois têm a noção que, tal como os médicos, enfermeiros e auxiliares de saúde também a missão de quem dá sangue é importante e salva vidas.

Não custa tempo, nem dinheiro e só se ganha por saber que nós temos o poder de melhorar a vida de alguém.

Existem durante todo o ano campanhas para mobilizar potenciais dadores a juntar-se a esta causa e aqueles que não podem por circunstâncias várias dar sangue têm a também importante missão de espalhar a palavra.

Todos contam e ninguém deve ficar de fora porque todos temos o dever de ajudar quem precisa.

Rui Godinho
Vogal da JSD Tomar